quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

cinema à quinta #1

Um filme poderoso a vários níveis. Passando à frente a magreza extrema do Matthew McConaughey - faz impressão e faz o filme - a questão social que aqui é abordada é, para mim, assustadora. Faz-me lembrar aquelas teorias da conspiração que dizem que já existe cura para a SIDA mas que o poder das farmacêuticas e do dinheiro ganho no cocktail dos comprimidos que estes doentes têm que tomar não deixam que a cura saia por aí e salve milhões de pessoas. Num momento em que nem comprimidos ainda havia, as personagens infectadas tentam sobreviver ao mesmo tempo que enfrentam o ódio daqueles que nada sabem e que ainda olham para a SIDA como doença de homossexuais. O filme faz um bom trabalho a desmistificar este conceito, no momento em que Ron Woodroof se apercebe que talvez - só talvez - tenha ficado infectado por ter tido sexo desprotegido como, aliás, é o seu modus operandi.

Filme poderoso em termos de imagens, filme poderoso em termos de actuações (Jared Leto fantástico), filme poderoso em termos de sentimentos e filme poderoso pela sensação que deixa no espectador.


1 comentário:

S* disse...

Quero muito ver, parece incrível.