quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

packing

Acho que nunca fiz uma mala tão inteligente na vida, só única e exclusivamente aquilo que preciso para estes 4 dias: 2 pares de calças, cuecas, meias, camisolas, bricos escolhidos a dedo. 4 dias/4 outfits. De resto, levo uma mala de porão para trazer todas as comprinhas que pretendo fazer. Venha Londres!


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

música à terça #4

No dia em que me casar, esta vai ser A música que eu vou dançar com o meu marido. Coisa boa.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

mondays

Desde que mudei de trabalho, em 2014, que estou assim. Custa acordar cedo, sim, mas chegar ao trabalho e tratar de coisas que adoro, por uma marca que adoro... Nada paga. (a não ser o ordenado ao fim do mês. E a minha felicidade diária). 


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

aventuras nos transportes #1

Nos transportes públicos encontramos todo o tipo de pessoas, cada uma com a sua mania, cada uma com o seu modo. Ora vejamos:

Tipo 1: Jogador(a) de Rugby
Aquelas pessoas que fazem placagens a meio mundo - incluindo velhotes, grávidas, crianças - para encontrar um lugar sentado para uma viagem de 5 minutos. Encontro-me com elas todos os dias.

Tipo 2: Music nerds
Aqueles que vão de phones nos ouvidos, não ouvem nada, não vêm nada, não querem saber. Temos dois sub-tipos: os que ouvem música paradinhos e aqueles que - como eu - mexem pernas, mexem corpo e vão dançando até encontrarem um olhar furtivo das pessoas tipo 3.

Tipo 3: Voyeurs
Aquelas pessoas cuja diversão é olhar para outras pessoas. Não querem saber, olham directamente, fitam e mesmo quando as olhamos nos olhos com um género de expressão "sim?!" continuam. É ignorar, amigos, ignorar.

Tipo 4: Leitores
Outro tipo onde me encaixo. Aqueles que vão a ler e estão completamente absortos da realidade que os rodeia. Temos também dois sub-tipos aqui: os que mexem os lábios enquanto lêem e os que não. Depois há um terceiro sub-tipo que encontrei hoje e que me motivou a escrever este post: os que lêem alto. Sim, hoje tinha uma miúda à minha frente no comboio que lia alto e tirava conclusões para quem quisesse ouvir. Foi o meu primeiro encontro com alguém deste sub-tipo.

Tipo 5: Leitores alheios
Aquelas pessoas que se sentam ao lado dos leitores e sem qualquer tipo de medos lêem o livro, o jornal, as sms do lado... tudo para passar o tempo.

Tipo 6: "Vou falar ao telefone e toda a carruagem vai ouvir"
Nunca conseguiria expressar toda a minha frustação com este tipo de pessoas. Acontece mais no comboio do que no metro e invariavelmente é alguém que vai à minha frente e decide que ali é o lugar ideal para fazer chamadas e discutir assuntos de foro pessoal ou profissional. No outro dia era uma jovem engenheira que ligou a três pessoas diferentes para discutir aspectos variados de uma obra. Ria muito alto, falava ainda mais alto e flirtava com o Engenheiro com quem ia ao telefone. Todas as pessoas na carruagem olhavam num momento ou outro para ela, na esperança que se calasse e que deixasse o resto das pessoas na sua paz. Anteontem foi uma senhora que contava à prima do Porto a vida da sua família, que uma das filhas estava grávida com poucas semanas, casada com alguém de elite porque não se calava com os 3.000 apelidos do marido, que tinha família no Norte, nas "vivendas da Foz" e que ela própria também lá tinha família e blá blá blá blá. Às tantas pousei o livro, meti os phones, transformei-me numa Music Nerd e lá fiz a minha viagem, com a música aos berros, a tentar abstrair-me daquilo. Medo.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

é terça, animem-se!

ainda há esperança para tanta gente por aí...


backstreet's back...alright!

Hoje é noite de revival, de me sentir adolescente outra vez. Não vou gritar nem puxar os meus próprios cabelos como a desgraça que foi em 1994, Cascais, mas vou-me divertir, com certeza.

bahahahha.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

não, a sério

quantos livros de dietas é que este Portugal vai conseguir editar nestes dois meses?

E eu sem perder um kg.

 

 


Pensamento pós-post: estará a Ágata Roquette milionária?

bom dia, boa segunda-feira, boa semana e merda para a chuva


A contar os dias para chegar aqui e apanhar chuva noutra cidade que não Lisboa. 

A ouvir isto e a pensar que há gente tão prendada por aí. Tivesse eu um terço deste talento. 

A ler isto e a adorar cada linha. Lá está, pessoas prendadas que sabem escrever tão bem. 

A querer enfiar-me na cama e dormir 10 horas. Amanhã é um novo dia. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

cinema à quinta #2

Sendo o Leonardo DiCaprio o melhor actor da sua [minha] geração, as expectativas eram altas e não saíram defraudadas. Temi pela minha sanidade mental lá a meio do filme, desisti de tentar procurar uma posição confortável na cadeira (3 horas de filme são infindáveis, por favor parem de fazer filmes tão grandes), senti-me mocada, senti algum receio pela saúde das personagens, choquei-me quando vi sair a meio uma mãe com duas crianças (a sério, não, mesmo a sério, quem leva duas crianças para um filme sobre sexo e drogas?) e saí do cinema com sensação de missão cumprida. O DiCaprio é bem mais do que uma carinha e o Scorsese never ceases to amaze me.

The Wolf of Wall Street, 2013.


Conversas sérias com Marta Gautier

Fui ontem ouvir a Marta Gautier a desabafar para uma plateia cheia no Villaret. É preciso coragem. Já me tinham avisado que esta "peça" nada tinha a ver com o "Vamos lá entender as mulheres" mas também pouco estava preparada para um monólogo sobre desafios de vida, de morte, de casamento. É complicado de assistir mas gratificante saber que há alguém que tenha esta coragem. Fica a sinopse.


Um sucesso pode trazer dinheiro, reconhecimento e aplauso. Depois, logo a seguir, vemos que afinal não era isso. O vazio que temos não desapareceu. A seguir ao espectáculo vou para casa, sento-me na cozinha a beber um leite e o vazio está cá dentro. Afinal aquilo que falta para sermos felizes não tem a ver com reconhecimento, nem auto-estima, nem dinheiro. Trata-se doutra coisa. 

Isto, juntamente com os altos e baixos da minha vida encurtou-me o caminho para chegar ao tal tesouro que todos temos dentro de nós, mas que apesar de o apregoar, continuo a achar que não o tenho, que não o mereço ou que sou uma fraude. Eu, Marta, sem maquilhagem, estou a precisar de falar nisto à margem do mediatismo e do mundo do espectáculo. Aqui, pouco importa se vão três pessoas ou 300. E é só para estranhos, que é com quem consigo certa espécie de intimidade. Conversas que podem eventualmente motivar quem quer ser melhor pessoa e para quem quer ser feliz. Só temos uma vida. Uma.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

música à terça #2

Porque me faz sorrir e deixa o meu corpo em movimento. 

daily 7 #1

Apanhei duas molhas antes das 09h30 da manhã. Foi embora a Stephanie, veio outro qualquer. Primavera, bora?

adenda: terceira molha conseguida. lembrete: comprar cigarros de manhã em vez de deixar para a hora de almoço quando a chuva atinge o seu pico.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

questão #1

a h&m está a oferecer lingerie?

Querida Mariana,

Se há coisa que eu gosto são pessoas com um talento incrível. Talento para cantar, para tocar, para arrepiar e levantar cada pêlo do meu braço. Tu tens um talento incrível. Não vi o programa, confesso, mas fui seguindo a tua trajectória de longe, via youtube, desde aquele primeiro casting que a minha irmã me mostrou e que conseguiu soltar uma lágrima pequenina em mim. Sou assim, idiota, quando vejo talentos incríveis.

Ontem não ganhaste. Merecias, mas o Berg também. Tu só merecias mais um bocadinho porque és uma miúda de 16 anos que teve a coragem de deixar tudo para trás, chegar ao continente, cantar e encantar. Mostraste que todos devemos seguir o nosso sonho, que todos devemos lutar por um lugar ao Sol. Agora, espero que alguém te dê uma oportunidade. E se o teu CD estiver um dia nas bancas, conta comigo para o comprar. És grande, açoriana. Nunca desistas.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

cinema à quinta #1

Um filme poderoso a vários níveis. Passando à frente a magreza extrema do Matthew McConaughey - faz impressão e faz o filme - a questão social que aqui é abordada é, para mim, assustadora. Faz-me lembrar aquelas teorias da conspiração que dizem que já existe cura para a SIDA mas que o poder das farmacêuticas e do dinheiro ganho no cocktail dos comprimidos que estes doentes têm que tomar não deixam que a cura saia por aí e salve milhões de pessoas. Num momento em que nem comprimidos ainda havia, as personagens infectadas tentam sobreviver ao mesmo tempo que enfrentam o ódio daqueles que nada sabem e que ainda olham para a SIDA como doença de homossexuais. O filme faz um bom trabalho a desmistificar este conceito, no momento em que Ron Woodroof se apercebe que talvez - só talvez - tenha ficado infectado por ter tido sexo desprotegido como, aliás, é o seu modus operandi.

Filme poderoso em termos de imagens, filme poderoso em termos de actuações (Jared Leto fantástico), filme poderoso em termos de sentimentos e filme poderoso pela sensação que deixa no espectador.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

recorde pessoal

conseguir estragar um guarda-chuva no caminho do trabalho até ao metro - coisa como 200m. Adeus guarda-chuva, olá molha até chegar a casa, sensivelmente uns 45 minutos 1 hora.Tão bom o inverno.

aventuras no metro #1

Uma das minhas aventuras mais perigosas do dia é sem dúvida andar no metro de Lisboa no horário compreendido entre as 8h45 e as 9h20. Garanto-vos que se isto fosse há uns bons aninhos a minha mãe me proibiria de andar pelo metro, tal é a probabilidade de morrer esmagada ou sufocada, ou ficar ali entre as portas à espera que alguém me venha salvar. Hoje foi um desses dias: desci do comboio no Cais do Sodré e já estava uma boa quantidade de gente à espera de um metro. Só isto é o suficiente para me fazer revirar os olhos, sendo que é de manhã, hora de ponta e já centenas de pessoas esperavam um metro que já estava bem atrasado. Ora chega o metro e é ver toda a gente a chegar-se para a frente com um único objectivo em mente: entrar, fazer a viagem e chegar ao trabalho a tempo e horas (gosto de pensar que as pessoas se empurram porque otherwise chegariam atrasadíssimas ao trabalho, gosto de pensar assim que é para não me chatear). Mas o senhor do metro tem outros planos, planos meio sádicos, que incluem apitar a buzina 20 segundos depois de chegar à estação, altura em que só entraram 3 pessoas por cada porta. E aí é a loucura, o salve-se quem puder, o empurra velhotes, crianças, tudo o que estiver à frente para entrar dentro do metro, não vá o próximo demorar mais 10 minutos. E até à Baixa-Chiado lá vou eu apertada como as sardinhas em lata a chibatar-me mentalmente por não ter esperado pelo próximo metro (já que eu vou com tempo) mas com a certeza que o filme se iria repetir até passar a hora de ponta. Não há paciência.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

poucas saudades

No sábado fui sair à noite. Não me lembrava da última vez que o tinha feito e durante as 3 horas que estive naquela "discoteca" lembrei-me do porquê da minha decisão. Detesto a noite. Não detesto tipo ódio, mas não gosto; deve ser da idade, há uns anos adorava sair, dançar, beber e agora com quase 30 anos a coisa muda um bocadinho de figura. As miúdas vestem-se como se fossem para a praia, quase tudo à mostra, maquilhagem horrenda que nem sei de onde tiram a ideia. Os miúdos andam ali loucos, a cravar cigarros (isto ainda se faz?!) a ver qual das miúdas menos despidas vão conseguir beijar. E a minha diversão foi ficar a observar esta lei da selva onde quem tem menos roupa ganha a atenção de todos - miúdas e rapazes - enquanto bebem shots (isto ainda se faz?!) e emborcam vodca limão porque é giro e está na moda. Mas que merda é esta? Onde é que este mundo vai? Tirem-me deste filme. Sair à noite só daqui a uns tempinhos quando me esquecer deste episódio de sábado  à noite. E, pelo sim, pelo não, escrevi aqui no blog para saber o que me espera.